domingo, 31 de julho de 2011

CRÍTICA: Capitão América - O Primeiro Vingador

"Novo filme do surper-herói diverte, mas é dispensável."



Sem dúvida 2011 ficará sendo um ano histórico para os super-heróis em geral. Já tivemos Besouro Verde, Eu Sou O Número Quatro, Thor, X-Men - Primeira Classe  e ainda teremos ‘Lanterna Verde’. Em meio a muitos filmes poderosos temos o tão esperado Capitão América – O Primeiro Vingador, o filme chega ao Brasil em 3D e 2D uma semana após sua estréia nos EUA, onde não fez feio, arrecadando US$ 65 milhões em seu primeiro final de semana. 

No filme somos apresentados a Steve Rogers (Chris Evans), garoto magro e fraco, de New York, dispensado várias vezes do serviço, mas cheio de vontade de servir o seu país na guerra. Consegue entrar no programa que inclui super soldados na guerra contra o Nazismo do Dr. Abraham Erskine, do ótimo Stanley Tucci. Após a eficácia do processo com Raios-Vita ele logo é jogado no meio de uma trama que envolve a Hidra liderada por Johann Schmidt, o caricato mas eficaz vilão Caveira Vermelha (Hugo Weaving). Chris Evans consegue se adaptar ao complicado personagem, mostrando versatilidade. Além dele há o engraçado Coronel Phillips (Tommy Lee Jones) fazendo o papel de alívio cômico na trama junto ao divertido Howard Stark (Dominic Cooper), além destes temos o interesse romântico do herói, a decidida e charmosa agente Peggy Carter (Hayley Atwell). 


Um dos pontos positivos centrais está na preocupação com o desenvolvimento do herói, o filme é bem maduro aqui. A trama, no entanto, tem um desenvolvimento estranho, parece haver pressa em mostrar a origem do herói, deixando muitas pontas soltas. O filme em si não é corrido, tem uma elevação da tensão gradual e eficaz, apesar de falhar em seu clímax, talvez por essa pressa em correr com a trama. A Marvel parece desesperada para lançar logo Os Vingadores, é interessante o modo como estão interligando os filmes individuais desses super-heróis. Isso é perigoso para as individualidades. Chris Evans se esforça bastante, depois de já ter se passado por outro super-herói, Tocha Humana do Quarteto Fantástico, consegue se estabelecer como um bom Capitão neste filme, apesar de que por vezes seu herói ficar perdido na trama, graças ao roteiro, É complicado adaptar um personagem complexo deste, suas características são tão diferentes de outros heróis, ele é mais sério e sensato, de pouco apelo carismático, como seus outros companheiros super-heróis, Thor e Homem de Ferro.


O filme apesar de tratar a vida um herói americano não apela para o propagandismo da vida americana e da importância da guerra. As frases de efeito: I Want You! do tio Sam, os filmes, entre outras situações são ridicularizadas pelo roteiro. Os valores éticos e morais mesmo já batidos, típicos de qualquer herói, ainda mais se tratando de Capitão América, aparecem na trama. A coragem, a lealdade, a dedicação e até a burrice em demasia são as mesmas de muitos outros heróis. 

A produção do filme cuidou muito bem da direção de arte para adequar o filme ao período da guerra, além do cenário o figurino também é bem coeso com a época. Só pelo trailer fiquei um pouco com pé atrás pela utilização de um dublê de corpo muito mais magro que Chris Evans para fazer um Steve Rogers antes de se tornar Capitão, confesso que me surpreendi como ficou natural. Os efeitos especiais também não deixam a desejar, com direito a explosões para todo lado. A trilha que acompanha as sequencias do filme são clichês e apelativas. Muito do estilo do diretor Joe Johnston advém de Spielberg, muito se pode comparar este filme com produções do mago da sessão da tarde. A  fotografia do filme é um tanto encomoda, mas cumpre o papel de envelhecer os cenários, dando um tom mais sério ao filme, se é que era esse o propósito. Isso talvez decorra pela péssima utilização do 3D, a tentativa da produção na conversão não foi feliz, portanto se puder procure sessões em 2D, economize seu dinheiro. 

Apesar de falhas que por vezes comprometem sua trama Capitão América é entretenimento bom, descartável, mas entretenimento, portanto vá e curta a ação. Um segundo filme deverá redimir algumas falhas cometidas por este primeiro, o que resta é esperar.




P.S: Há uma cena pós-créditos importante, não vá embora antes de assistir.






COTAÇÃO MIDINÓICA:    7.0  




LEGENDA

|   INSUFICIENTE   |   REGULAR  |   BOM   |  EXCELENTE  |
|      1        a        3     |     4     a     6    |  7  a  9  |           10             |





Delandro Melo

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